2012 – Breu (Personagem)

breu

A história se passa numa casa de subúrbio do Rio de Janeiro, mas bem podia ser qualquer lugar do Brasil, já que o tempo da peça situa-se nos anos 70, no nefasto período da ditadura militar, cujos fatos infelizmente pertencem a todos nós. Carmem é irmã de um ativista de esquerda perseguido pelos militares. Aurora é uma jovem que vem trabalhar ajudando Carmem a preparar os quitutes que ela vende para sobreviver. Entre essas duas mulheres conhecidas/desconhecidas se estabelece um conflito, ora velado ora aberto, pleno de desconfiança e possibilidades de conciliação. Esse embate é um prato cheio para as atuações de Andréia Horta e Kelzy Ecard, esta última brilhando na composição de sua personagem cega; enquanto Andréia Horta estabelece uma empatia com o público, dada uma natural veia humorística. Predomina a interpretação internalizada e de certa forma contida como opção das diretoras Maria Silvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizawa, o que é acertado, pois o tom da peça se mantém coeso e em nenhum momento resvala no melodrama, o que é um risco no presente caso.

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